Armoracia rusticana.
Habitat: Nativa do norte temperado da Europa Oriental - Rússia, Polônia e Finlândia e sudoeste da Ásia.
História: Tem sido cultivada e usada como um fitoterápico e um condimento por aproximadamente 2000 anos. Os primeiros colonos trouxeram a planta da raiz-forte para a América, e a planta tornou-se comum em jardins já no início do século 19; Chegou ao Brasil peai influência das culturas hebraica e japonesa e hoje pode ser encontrada em feiras e mercados especialmente na região sudeste; A raiz-forte tem uma longa história de uso na medicina tradicional; A raiz-forte é uma das "cinco ervas amargas" consumidas na páscoa judaica.
Toxicologia: Apesar do potencial para a irritação severa, a raiz-forte é geralmente reconhecida como segura para o consumo humano como tempero e condimento natural.
Parte utilizada: raízes, folhas.
Princípios Ativos: óleo essencial, resina amarga, açúcar, amido, albumina, ácido acético, acetato de cálcio, sulfato de cálcio, lignina, sais minerais, vitaminas C e A.
Propriedades medicinais: antisséptica, antiescorbútica, digestiva, estimulante, estomáquica, laxativa, vermífuga, diurética.
Indicações: gripe, febre, infecção urinária, reumatismo, dor muscular, bronquite, rouquidão. Condimento; Estimulante gastrointestinal; Diurético; Vermífugo; Ciática e a neuralgia facial/trigêmeo.
Uso pediátrico: Vermífugo, resfriados e infecções respiratórias
Uso na gestação e na lactação: O uso da raiz-forte deve ser evitado durante a gravidez e a lactação pois o alil-isotiocianato é um composto tóxico, irritante às mucosas. A raiz-forte também possui efeitos abortivos.
Posologia: Não há nenhum estudo clínico recente que provenha uma base científica para uma dosagem medicinal da raiz-forte. A dosagem clássica para o uso contra resfriados e infecções respiratórias é de 20g/ dia no preparo de xarope ( decocto concentrado e mel); Topicamente, ela foi aplicada à pele para reduzir a dor da ciática e da neuralgia facial. Internamente, foi usada para expelir a placenta, aliviar a cólica, aumentar a micção, e para tratar parasitas intestinais em crianças, nas doses de 20g/dia; A raiz-forte é usada como condimento e pode ser raspada e misturada com outros condimentos para fazer molhos ou conservas. As folhas novas e macias são usadas como uma hortaliça em saladas.
Efeitos colaterais: O tratamento tópico pode causar um rash (prurido) entematoso ou uma reação alérgica devido ao índice de glucosinolato. A raiz-forte é parte da família do repolho e da mostarda, e assim pode também deprimir a função da tireoide. Os isotiocianatos podem irritar as membranas mucosas com o contato pela inalação.
Precauções: A raiz-forte deve ser evitada durante a gravidez e a lactação por ser irritante tóxicos às membranas mucosas. pessoas com problemas de estômago ou intestino não devem usar. Pode ocorrer ode causar náusea, queimação, vômito e irritações de: pele, nasal, lágrimas.
Superdosagem: A ingestão de grandes quantidades pode causar o vômito e diarreias sanguinolentas
Modo de usar:
- xarope da raiz: rouquidão.
- infusão com vinagre: remover sardas.
- externamente: reumatismo, dor muscular, bronquite.
Farmacologia: O componente medicinal da planta é a raiz. A pungência da raiz-forte é devido à liberação dos compostos alil-isotiocianato e butil-tiocianato, que ocorrem em combinação com a liberação do glucosinolato sinigrina e do 2-fenil etil glicosinolato. A pungência é liberada somente com o esmagamento da raiz.
Os isotiocianatos são liberados dos glucosinolatos pela ação das enzimas tioglucosidases, que são geralmente referidas como mirosinases.
Mais do que 6-glucosinoiatos voláteis foram identificados usando a técnica de espetroscopia de massa acoplada à cromatografia de gás (GC-MS). Outros componentes da raiz incluem: asparagina, resina, ácido ascórbico, e as enzima peroxidase; Para preservar a qualidade da raiz-forte. a raiz é geralmente desidratada, liofilizada, e moída; A enzima peroxidase é extraída da raiz e usada como um oxidante em testes químicos comerciais tal como a quantificação da glicose no sangue. A enzima também foi usada como uma sonda molecular em estudo de artrite reumatoide; A administração intravenosa da peroxidase da raiz-forte causou um efeito hipotensivo marcante em gatos.
O efeito hipotensivo foi completamente bloqueado pela aspirina e pela indometacina, mas não pelos anti-histamínicos; A raiz-forte é conhecida extensamente por seu sabor pungente e picante; Um extraio de raiz-forte inibiu a enzima colinesterase. Supõe-se que sua peroxidase atue através da estimulação da síntese de metabólitos do ácido araquidônico; Em um estudo, a mistura de raiz-forte seca e raspada em dosagens de 100,300, e 500 mg/kg, na ração alimentar inibiu o crescimento do Mycobacterium leprae em camundongos.
Os autores concluíram que a raiz seca e raspada aumenta a atividade da mieloperoxidase nos neutrófilos do sangue, melhora a função antimicrobial dos fagócitos, diminui a leucocitose, e normaliza a contagem total de células do sangue em camundongos com lepra experimental.
A dose mais eficaz foi 300 mg/kg misturados com na comida. A duração da terapia por 5,8, e 11 meses não produziu nenhum efeito tóxico na atividade funcional do fígado (transaminases da alanina e do aspartato) nos animais de controle e teste.

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